De Olga, para Olga...

Se ela me visse naquelas condições Realmente imagino o que ela diria É provável que ficasse pálida e assustada Mais mesmo daquele jeito insensato Com os pulsos e garganta cortados Cuspindo um pouco de sangue Pelo canto da boca, Que a muito não canta nada Apenas não queria ser vista por ela Tendo medo que achasse ser por sua culpa Quando eu somente queria experimentar Um novo tipo de sensação, Uma dor tão insignificante Todos podem achar que é egoísmo Mais não foi por falta de respostas Ou excesso de frustração Simplesmente curiosidade Só vejo que pequei agora Em ter me deixa a encontrar Provavelmente por quem não irá entender Podia mesmo ter sido mais sutil Escondendo meu corpo ainda com vida Já que o motivo não era ser encontrado Mais sim encontrar uma nova razão O sangue pinga lento Escorre pra debaixo da cama Podia ter feito logo no chão Mais nessa hora até procurei conforto Pra chamar a morte lenta Que me levou alguns minutos Pra achar que era, só era Nem certo ou errado Mais agora antes da provável hora Sinto saudade e pena da Olga Pensei muito, mais esqueci de escrever Pelo menos um adeus, obrigado É provável que volto logo Ou só me acabe junto com pensamentos Me sinto leve e quase adormecida A dor nem dói tanto no afinal de contas
Escrito por Felipe Z. às 16h15
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